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Sérvia lembra 100 anos da Primeira Guerra em tom patriótico

29/07/2014

Políticos e imprensa enfatizam heroísmo e orgulho nacional em homenagens à data histórica. Em 28 de julho de 1914, Império Austro-Húngaro declarou guerra ao país balcânico, desencadeando o conflito mundial.

por DW

Por ocasião do centenário da declaração que desencadeou a Primeira Guerra Mundial, nesta segunda-feira (28/07), veículos de imprensa e políticos da Sérvia celebraram em tom patriótico o papel do país no conflito, apresentando como exemplar a luta nacional contra as monarquias alemã e austro-húngara.

Como sede para uma sessão extraordinária, o atual governo sérvio escolheu a cidade de Niš. Desde o início do conflito até 1915, ela foi capital provisória do país, abrigando o governo e a Assembleia Nacional.

Já na noite da véspera, uma cerimônia oficial recordara o começo da Primeira Guerra. Segundo disse o ministro do Trabalho Aleksandar Vulin, em discurso solene, “se os grandes e poderosos têm algo a aprender com a Sérvia, é que ela sempre esteve do lado da luz e da liberdade”.

Os periódicos sérvios também registraram o centésimo transcurso da data com cadernos especiais e comentários em tom emotivo. “Nós fomos os heróis da Europa”, foi a manchete do Nase Novine, publicado na capital Belgrado.

O tabloide Blic afirmou que “a Sérvia da época da Primeira Guerra Mundial constitui uma eterna fonte de heroísmo e orgulho”. “Os presidentes da Rússia e da França e o premiê do Reino Unido deveriam vir a Belgrado, apertar as mãos dos descendentes dos heróis”, prosseguiu.

Mais de 1 milhão de mortos

O conceituado jornal Politika, por sua vez, afirmou que “a obstinação da Sérvia em defender seu direito e a justa causa sérvia trouxe a vitória: a Áustria recebeu o que merecia”.

Viena marcou o centenário com uma exposição antibélica no Museu Leopold, em que se exibe o documento de declaração de guerra da Áustria à Sérvia. Diplomatas de ambos os países estiveram presentes à inauguração da mostra.

O Império Austro-Húngaro declarou guerra aos sérvios em 28 de julho de 1914, desencadeando assim o conflito de proporções mundiais. Exatamente um mês antes, o herdeiro do trono austríaco, Franz Ferdinand, fora assassinado em Sarajevo (atual capital da Bósnia-Herzegóvina), pelo nacionalista sérvio Gavrilo Princip. O atentado originou tensões diplomáticas entre as duas nações, que se exacerbaram nas semanas seguintes.

Com 1,1 milhão de mortos, o país balcânico perdeu um quarto de sua população total – o maior índice de mortalidade entre os Estados envolvidos no grande conflito.”Todo sérvio deveria – não importa onde, no planeta – demonstrar reconhecimento aos ancestrais que salvaram este país da destruição, para que hoje possamos viver”, disse o jornal Blic.

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