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Segundo policial da UPP, Amarildo foi torturado

17/10/2013

Da Redação | Brasil de Fato

Sem ter a identidade revelada, policial militar que trabalhava na Unidade Pacificadora (UPP) da Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), prestou depoimento a promotores que integram o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, em 14 de julho deste ano. Segundo o policial, Amarildo teria sido vítima de tortura dentro da UPP, e seu corpo levado à mata após “algo sair errado”.

Na versão da nova testemunha, todos os PMs que trabalhavam na UPP naquela noite receberam uma ordem do tenente Luiz Felipe de Medeiros – um dos indiciados pela Polícia Civil – para que ficassem dentro de um contêiner, “e não saíssem em hipótese nenhuma”.

De dentro do contêiner, o policial diz ter ouvido gritos de dor, barulhos de agressões, choques e ruídos de uma pessoa sendo asfixiada. Os ruídos, segundo o policial, teriam silenciado cerca de 40 minutos depois e alguns policiais passaram a gritar que algo teria dado errado. Ele diz ter ouvido indícios de movimentação em direção a uma mata que fica atrás da unidade da UPP.

O processo do caso transita na 35.ª Vara Criminal. Dez PMs foram denunciados sob acusação de prática de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, e estão presos. A Polícia Civil realizou novas buscas na segunda-feira (15) na região na tentativa de localizar o corpo de Amarildo.

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