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Líderes do Aurora Dourada são presos por suspeita de assassinato de cantor na Grécia

30/09/2013

por Opera Mundi

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Líder do partido político grego Aurora Dourada, de extrema-direita, o ex-militar Nikolaos Michaloliakos, e dezenas de dirigentes de alto escalão foram detidos neste sábado (28/09) pela polícia. Eles são suspeitos de envolvimento na morte do cantor de hip-hop e ativista Pavlos Fyssas, assassinado na semana passada. O partido é acusado de possuir laços com grupos neonazistas.

Entre os detidos também está o porta-voz do partido no Parlamento, Ilias Kasidiaris, e o secretário da organização local no bairro de Nikea, em Atenas, da qual pertencia Giorgos Roupakias, assassino confesso de Fyssas.

Várias pessoas do alto escalão do partido e parlamentares foram presos em suas casas durante a madrugada de hoje, enquanto o deputado Ilias Panagiotaros, se entregou pessoalmente à polícia.

Na justificativa da ordem de prisão, os membros do Aurora Dourada são acusados de “formação de quadrilha” e de participação em vários crimes, entre eles homicídio, atentado a bomba e agressões físicas.

As detenções acontecem no mesmo dia em que foi convocada uma manifestação para exigir a renúncia do governo por parte de uma associação de reservistas das forças especiais do Exército e outra de militares da ativa, ambas com ideologia ultranacionalista e apoiadores informais do partido.

Além disso, existe uma investigação em curso sobre as fontes de financiamento do partido na qual, segundo o canal “Skaï”, o Aurora Dourada é acusado de lavagem de dinheiro, extorsão e participação no tráfico de pessoas.

Por causa do assassinato de Fyssas, no dia 18 de setembro, foi aberta uma investigação no Exército e outra na polícia para comprovar supostas ligações de membros das forças de segurança com o partido.

Por enquanto, cerca de 20 funcionários do alto escalão da polícia foram substituídos de suas funções, suspensos do emprego ou pediram demissão por causa das investigações.

Em declarações à imprensa, o deputado ultradireitista Giorgos Germenis disse que “tiveram que desmantelar a polícia e os serviços secretos para conseguirem prejudicar o Amanhecer Dourado, um partido que conta com apoio de 15% do eleitorado”.

A organização neonazista conseguiu 6,9% dos votos nas últimas eleições, entrando pela primeira vez no Parlamento com 18 deputados, e atualmente é o terceiro colocado em intenções de voto (que varia entre 7% e 15%, segundo as pesquisas).

As ordens contra os dirigentes do Aurora Dourada, muitos dos quais são parlamentares, puderam ser emitidas porque a câmara aceitou suspender a imunidade dos mesmos para permitir a investigação do assassinato de Fyssas.

Mesmo assim, os deputados presos mantêm seus direitos como parlamentares até que haja uma decisão judicial contra eles.

Trata-se da primeira ocasião desde o fim da ditadura (1967-1974) em que membros do Parlamento são detidos na Grécia.

No entanto, o líder de Aurora Dourada, Nikolaos Michaloliakos, já tinha passado pela prisão no final da década de 1970 quando, enquanto era militar, foi detido junto com outros uniformizados e acusado de criar uma organização terrorista de caráter fascista.

Na ocasião, a cooperação de Michaloliakos com as forças de segurança lhe rendeu uma redução de pena e só foi condenado por “posse de armas e explosivos”, por isso cumpriu 13 meses de prisão.

Durante a semana, Michaloliakos assegurou que sua formação “usará todas as disposições legais” a seu alcance para defender-se.

Crise política

O ministro porta-voz do governo grego, Simos Kedikoglu, descartou a convocação de eleições gerais antecipadas na hipóstese de o grupo parlamentar do Aurora Dourada renunciar em bloco por causa das detenções.

Kedikoglu fez essas declarações ao canal de televisão “Mega” perante os crescentes rumores que os parlamentares neonazistas poderiam renunciar a suas cadeiras.

A legislação grega prevê que, em caso de renúncia de um deputado, o seguinte na lista eleitoral seja eleito automaticamente, mas se os substitutos também renunciam ao cargo, deveriam ser convocadas eleições para a renovação das cadeiras vagas em suas respectivas circunscrições.

O Aurora Dourada alcançou 6,9% dos votos nas últimas eleições, o que lhe valeu 18 cadeiras no Parlamento, praticamente todas eles procedentes de circunscrições muito povoadas como Atenas, Salônica e Pireus.

Isto faria com que boa parte do país precisasse participar de novas eleições, mas só para escolher 18 deputados dos 300 que formam o plenário.

Kedikoglu explicou que, em caso de renúncia dos deputados neonazistas, se iniciarão “os procedimentos previstos na Constituição e na lei eleitoral” e negou que isso vá representar a convocação de eleições antecipadas, já que só seria realizada uma eleição parcial.

Quanto à detenção de deputados e dirigentes deste partido de extrema direita, acusado de ter criado uma organização criminosa, o porta-voz do Executivo disse que “a República tem instrumentos para sua proteção” e pediu que se deixe “a Justiça fazer seu trabalho”.

As ordens de prisão contra os dirigentes do Aurora Dourada, muitos deles deputados, puderam ser emitidas porque a câmara aceitou suspender-lhes a imunidade para permitir a investigação do assassinato do cantor Pavlos Fyssas por um militante do partido.

Trata-se da primeira ocasião desde a queda da ditadura (1967-1974) em que membros do Parlamento são detidos na Grécia.

O ministro porta-voz do governo grego, Simos Kedikoglu, descartou neste sábado a convocação de eleições gerais antecipadas se o grupo parlamentar Aurora Dourada renunciar em bloco por causa da detenção da cúpula da organização neonazista.

Kedikoglu fez essas declarações ao canal de televisão “Mega” perante os crescentes rumores que os parlamentares neonazistas poderiam renunciar a suas cadeiras de deputado.

A legislação grega prevê que, em caso de renúncia de um deputado, o seguinte na lista eleitoral seja eleito automaticamente, mas se os substitutos também renunciam ao cargo, deveriam ser convocadas eleições para a renovação das cadeiras vagas em suas respectivas circunscrições.

Das 18 cadeiras no Parlamento obtidas pelo partido, praticamente todas são procedentes de circunscrições muito povoadas como Atenas, Salônica e Pireo. Isto faria com que boa parte do país precisasse participar de novas eleições, mas só para escolher 18 deputados dos 300 que formam o plenário.

Kedikoglu explicou que, em caso de renúncia dos deputados neonazistas, se iniciarão “os procedimentos previstos na Constituição e na lei eleitoral” e negou que isso vá representar a convocação de eleições antecipadas, já que só seria realizada uma eleição parcial.

Quanto à detenção de deputados e dirigentes deste partido de extrema direita, acusado de ter criado uma organização criminosa, o porta-voz do Executivo disse que “a República tem instrumentos para sua proteção” e pediu que se deixe “a Justiça fazer seu trabalho”.

(*) com agências de notícias internacionais

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