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“Admiro as mulheres livres”

09/03/2010

Maria Fernanda Cândido gosta de liberdade. Atriz, sócia da Casa do Saber, avessa a rótulos, defende sem rodeios: “Acho que mulheres e homens têm que ter o mesmo reconhecimento profissional”. Mãe de dois filhos, casada há cinco anos, ela padece do mesmo conflito de qualquer mulher, a conciliação da vida profissional com a família. Envolvida pela primeira vez no projeto de trabalhar também como produtora de uma peça de teatro, Maria Fernanda foi seduzida a encarnar Hannah Arendt, a mulher que revolucionou o pensamento sobre o totalitarismo no século 20. A peça, O Demônio de Hannah, encena o reencontro da filósofa alemã com seu professor e amante, o filósofo Martin Heidegger. A seguir, trechos da entrevista:

E você vai interpretar Hannah Arendt? Vou. E serei dirigida por Marcio Aurelio, diretor da peça Agreste.

O que você admira na personagem? Muitas coisas. Admiro as mulheres livres. Ela escreveu sobre o que queria e falava abertamente o que pensava. Foi uma mulher com muito caráter, coerente. Isso é admirável.

Por que você resolveu produzir o espetáculo? Porque nesse processo você tem mais domínio sobre os rumos da peça. Tudo passa por mim desde a escolha do diretor ao cenógrafo. Quando você é contratada se limita a fazer o seu papel, o seu personagem.

Via Direto da Fonte por Paula Bonelli

Esse post foi publicado de terça-feira, 9 de março de 2010 às 7:29, e arquivado em Conexão Bahia 21, Estilo, Mundo & Poder.

2 Comentários leave one →
  1. marilda hill maestrini permalink
    23/03/2010 19:45

    Fiz minha monografia de término de curso de Filosofia na UFJF MG sobre Hannah Arendt e espero firmemente que a peça de teatro sobre ela enfoque a importância de seus trabalhos filosóficos e não somente pelo seu envolvimento com Heidegger o que seria um empobrecimento do seu legado. A parte amorosa de inúmeros filósofos nunca nos foi contada e pouco acrescentaria. É por ser ela mullher que logo isto é ressaltado?

  2. marildahillmaestrini permalink
    09/06/2014 11:02

    O mais importante legado de H Arendt talvez seja seu alerta sobre as origens do Totalitarismo no mundo contemporâneo. Vale a divulgação de seus escritos, da peça sobre ela.

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