<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Hannah Arendt  -  Brasil</title>
	<atom:link href="http://hannaharendt.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://hannaharendt.wordpress.com</link>
	<description>Vinculado ao Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Sun, 29 Jan 2012 13:59:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='hannaharendt.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Hannah Arendt  -  Brasil</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://hannaharendt.wordpress.com/osd.xml" title="Hannah Arendt  -  Brasil" />
	<atom:link rel='hub' href='http://hannaharendt.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>SDH quer ampliar comissão de mortos e desaparecidos para incluir camponeses</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/sdh-quer-ampliar-comissao-de-mortos-e-desaparecidos-para-incluir-camponeses/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/sdh-quer-ampliar-comissao-de-mortos-e-desaparecidos-para-incluir-camponeses/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 13:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdade/Memória e Justiça]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1166</guid>
		<description><![CDATA[A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou que sua pasta vai sugerir a ampliação dos prazos e do escopo de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos para que nela sejam incluídos centenas de casos de líderes camponeses mortos ou torturados pela ditadura militar. Essa medida pode significar na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1166&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;">A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou que sua pasta vai sugerir a ampliação dos prazos e do escopo de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos para que nela sejam incluídos centenas de casos de líderes camponeses mortos ou torturados pela ditadura militar. Essa medida pode significar na prática também uma ampliação do leque de investigações da Comissão da Verdade.</h3>
<p>Maurício Thuswohl, para Carta Maior</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Porto Alegre</strong> – A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou na sexta-feira (27), durante o Fórum Social Temático 2012, que sua pasta vai sugerir a ampliação dos prazos e do escopo de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos para que nela sejam incluídos centenas de casos de líderes camponeses mortos ou torturados pela ditadura militar. Essa medida pode significar na prática também uma ampliação do leque de investigações da Comissão da Verdade, constituída pela presidente Dilma Rousseff para apurar novos fatos sobre crimes cometidos naquele período.</p>
<p style="text-align:justify;">O anúncio foi feito em um clima de muita emoção, provocada pelos depoimentos de familiares de lideranças camponesas perseguidas, durante o lançamento do Livro “História da Repressão Política no Campo – Brasil 1962/1985 – Camponeses Tortur ados, Mortos e Desaparecidos”, escrito por Marta Cioccari e Ana Carneiro.</p>
<p style="text-align:justify;">“A noção de direito perpassa as nossas responsabilidades em todos os poderes. Temos que pensar a estratégia, talvez, inclusive de abertura de novos prazos até mesmo na Comissão da Verdade, pois muitas questões aparecerão, e para a Comissão de Mortos e Desaparecidos especialmente”, disse a ministra, à luz dos casos trazidos pelo livro. Maria do Rosário também pediu uma “atitude de responsabilidade do Judiciário em levar adiante, em não paralisar [os processos], já que muitas das mortes no campo permanecem impunes, não apenas aquelas do período da ditadura militar, mas também as atuais, na luta pela terra”, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Responsável pelo Projeto de Direito à Memória e à Verdade na SDH, Gilney Viana apresentou os dados que embasam a decisão da secretaria: “A partir das informações trazidas pelo livro, eu fiz um levantamento _ excluindo padres e advogados, para me concentrar apenas nos camponeses _ para ver quantos tiveram acesso à anistia ou à reparação moral e material e quantos dos mortos tiveram acesso à Comissão de Mortos e Desaparecidos e assim tiveram reconhecidos pelo Estado os seus assassinatos ou desaparecimentos. Dos 494 camponeses referidos no livro, apenas 91 requereram a anistia, o equivalente a 18,4%. A grande maioria ou não sabe ou acha que não tem direito. De uma forma ou de outra, não têm acesso”.</p>
<p style="text-align:justify;">Daqueles que demandaram algum tipo de reconhecimento e reparação, segundo Gilney, 50 foram deferidos e 41 estão em situação de não-deferidos pela existência de homônimos: “Dos 429 mortos e desaparecidos citados no livro, apenas 30 foram à Comissão de Mortos e Desaparecidos, o equivalente a 7%. Desses 30, apenas 17 foram deferidos”, disse. O assessor especial da SDH também fez uma observação sobre os responsáveis pelas mortes dos camponeses: “Segundo o livro, agentes públicos foram responsáveis pelas mortes ou desaparecimentos de 17,7% dos camponeses referidos e os agentes privados são responsáveis por 82,3%. Agora, o que é agente privado? É pistoleiro, jagunço, fazendeiro, grileiro, etc. A maioria deles sequer foi punida”.</p>
<p style="text-align:justify;">Presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, Marco Antônio Rodrigues, afirmou que fatos novos podem reabrir as investigações: “A lei 9.140, que trata das pessoas mortas e desaparecidas, tem um caráter muito restritivo. Ela usa como parâmetro de causa e efeito a associação política e a perseguição pelo Estado, mas não a luta pela terra. Seria importante a ampliação do prazo da lei para uma nova revisão e, mais do que isso, é preciso ampliar o conceito de repressão”, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante o ato de lançamento do livro, que contou também com as presenças do ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, e de Joaquim Soriano, representando o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), alguns familiares de camponeses perseguidos deram emocionados depoimentos, provocando lágrimas na mesa e na platéia. O filho de João Machado Santos, o João Sem-Terra, liderança perseguida nos anos 1960, foi um deles: “Eu tinha quatro anos quando meu pai teve que abandonar a família para poder sobreviver. A ditadura escondeu, eu era proibido de falar dele. Pior do que passar necessidades era ouvir falar mal do meu pai e não poder fazer nada”, contou João Altair dos Santos, que, em um caso raro, pôde encontrar o pai ainda vivo: “Ele voltou e morreu em 20 de outubro de 2010. Quando ele voltou, a nossa vontade era somente a de formar a família novamente”, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Francisco de Souza, filho de Francisco Nogueira Barros, o Pio, também chorou ao contar que, com o auxílio do MDA, da SDH e da UFRJ, vai publicar o livro que escreveu contando a história do conflito na Fazenda Japuara, em Canindé (Ceará): “Tive a iniciativa de escrever a nossa história. A Marta Cioccari viu que eu estava escrevendo a punho e me trouxe para o projeto para escrever pequenos livros. Para mim, foi maravilhoso resgatar a nossa história através do lançamento desse livro pela UFRJ. Teremos a oportunidade de contar a nossa verdade”, disse.</p>
<p style="text-align:justify;">Maria do Rosário elogiou a publicação: “É um reconhecimento da luta do nosso povo pelo direito à terra, ao trabalho e à democracia. Esse livro tem que circular, tem que ser lido. Por isso, a SDH e o MDA vão seguir fazendo esse trabalho com os livros menores e outras ferramentas. Queremos chegar às escolas. A maior parte dessas histórias é completamente desconhecida da sociedade. Eles ainda não foram reconhecidos com a devida atenção pelo Estado por tudo o que sofreram. Não há também o reconhecimento da resistência no campo como uma luta fundamental para a democracia no Brasil. Cada uma dessas histórias revela métodos de ação da Ditadura. Terra e poder são coisas muito articuladas no Brasil”, disse a ministra, ressaltando que a origem deste trabalho aconteceu durante o governo Lula, nas equipes dos ministros Paulo Vannuchi (DAS) e Guilherme Cassel (MDA).</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1166&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/sdh-quer-ampliar-comissao-de-mortos-e-desaparecidos-para-incluir-camponeses/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Hannah Arendt no Brasil</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/hannah-arendt-no-brasil/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/hannah-arendt-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 09:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1163</guid>
		<description><![CDATA[por Eduardo Jardim A recepção da obra de Hannah Arendt no Brasil comporta duas fases. A primeira iniciou-se em 1972, com a publicação de Entre o passado e o futuro, lançado nos Estados Unidos em 1961. A iniciativa da tradução foi de Celso Lafer, que escreveu um estudo introdutório. Em depoimento recente, ele relatou que a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1163&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Eduardo Jardim</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A recepção da obra de Hannah Arendt no Brasil comporta duas fases. A primeira iniciou-se em 1972, com a publicação de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=156800" target="_blank"><em>Entre o passado e o futuro</em></a>, lançado nos Estados Unidos em 1961. A iniciativa da tradução foi de Celso Lafer, que escreveu um estudo introdutório. Em depoimento recente, ele relatou que a indicação do livro para publicação foi da própria Hannah Arendt (com quem tinha estudado em meados dos anos 1960), o que revela a importância que a autora dava a esta coleção de ensaios. No ano seguinte, 1973, apareceu a tradução de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=297783" target="_blank"><em>Crises da república</em></a>, cuja edição americana é de 1969. O livro foi publicado no Brasil, portanto, apenas quatro anos após seu lançamento. Os dois livros foram publicados por uma nova editora, Perspectiva, criada em São Paulo, em 1965, por Jacó Guinsburg, que organizava uma coleção de livros de autores judeus e estava iniciando uma série de grande sucesso ― a <em>Debates</em>. Em 1975, a editora Documentário, do Rio de Janeiro, publicou a primeira parte de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=64148" target="_blank"><em>Origens do totalitarismo ― Anti-semitismo</em></a>. Também este livro contém uma apresentação de Celso Lafer, que, ao final, considerava a importância de inserir a obra de Hannah Arendt nas discussões sobre o judaísmo no Brasil. O autor entendia que, para o exame do processo de assimilação da intelectualidade judaica, era preciso levar em conta a presença de uma tensão, afinal positivamente solucionada, entre a adesão aos valores considerados universais e o vínculo à identidade judaica. Não obstante o apelo de Celso Lafer, esse viés de interpretação do pensamento arendtiano permaneceu pouco explorado entre os leitores brasileiros. A tradução da principal obra, <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=57127" target="_blank"><em>A condição humana</em></a>, por Roberto Raposo, responsável por todas essas primeiras traduções, saiu pela editora Forense, em 1981.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dignidade da ação política</strong><br />
Já na primeira fase da sua recepção, a obra de Hannah Arendt alcançou junto ao público significativa acolhida, que assegurou edições sucessivas de todos os livros. Alguns passaram a ser, desde aquele momento, verdadeiros sucessos de venda, o que contrasta com a pouca atenção dos universitários à obra da autora, por quase duas décadas. Tudo indica que Hannah Arendt sempre teve, não apenas no Brasil, um público bastante amplo de leitores leigos, não-especialistas.</p>
<p style="text-align:justify;">No meio universitário, nas décadas de 1970 e 1980, o pensamento de Hannah Arendt despertou relativamente pouco interesse. As dificuldades de contato com essa obra, na universidade, foram de várias ordens. Inicialmente, ao considerar-se a situação dos cientistas sociais, as dificuldades tinham a ver com o modo como se concebia a relação entre a política e a história. A tradição das ciências sociais no Brasil formou-se na crença de que a história constitui um processo progressivo na direção do ingresso do país na vida moderna. Com base nesse pressuposto, concebeu-se a política como um instrumento que faria avançar ou retardar a realização dessa finalidade histórica. O resultado dessa visão foi que a orientação predominante no pensamento social brasileiro considerou a política em uma posição subordinada à história. Para Hannah Arendt, ao contrário, a vida política tem dignidade própria. A ação, atividade política por excelência, possui um caráter imprevisível, inaugural, quase milagroso. Por esse motivo, ela se apresenta como ruptura dos encadeamentos históricos. Hannah Arendt comentou, em um de seus ensaios, que a modernidade teria frustrado, em vários momentos, a possibilidade de se elaborar uma teoria da política, substituindo-a por uma filosofia da história. A concepção de política de Hannah Arendt situa-se à distância de toda forma de progressismo e também não é conservadora, já que as duas posições repousam na idéia de que a história segue um curso já traçado, o que impede a apreensão do caráter inovador da ação política.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Superar a divisão entre teoria e prática</strong><br />
O segundo ponto que dificultou a aceitação das teses de Hannah Arendt teve a ver com o modo como se concebeu o próprio estatuto da teoria social. A noção de que a teoria deve servir para uma intervenção transformadora na realidade marcou a compreensão que os cientistas sociais tiveram da sua vocação. Essa convicção se sustentava na aceitação de um dualismo de teoria e prática, presente ao longo da nossa tradição de pensamento. Essa tradição, iniciada com os Antigos, pretendeu impor à teoria a tarefa de produzir critérios para atuar na realidade, do que resultou uma compreensão instrumental da atividade intelectual. Hannah Arendt, por sua vez, propôs tratar da relação entre teoria e prática fora dos marcos tradicionais, o que a conduziu a tomar distância da solução &#8220;ativista&#8221; adotada pela orientação dominante nas ciências sociais. Para ela, na atualidade, importa considerar o estatuto próprio da teoria, independentemente das tarefas a ela atribuídas, o pensamento sendo visto como a mais desinteressada das atividades espirituais.</p>
<p style="text-align:justify;">Também entre os filósofos era comum a desqualificação do sentido filosófico da contribuição de Hannah Arendt, a ponto de seus livros raramente constarem das bibliografias da área. No entanto, uma visão sem preconceitos logo notaria que a fenomenologia da vida ativa, isto é, das atividades do labor, do trabalho e da ação, contida em <em>A condição humana</em>, constitui uma preciosa exploração de aspectos da <em>Ética</em> e da <em>Política</em> de Aristóteles. Hannah Arendt declarou que sua obra tem por pressuposto a aceitação da ruptura do fio da tradição iniciada com os antigos gregos. Neste aspecto, ela acompanha o diagnóstico de Friedrich Nietzsche e de Martin Heidegger sobre o fim da metafísica e resulta do empenho em explicitar suas implicações políticas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Anos 1990</strong><br />
A situação da recepção da obra de Hannah Arendt alterou-se de forma significativa, em dois aspectos principais, ao longo dos anos 1990. Em primeiro lugar, vários tópicos da teoria política de Hannah Arendt foram incorporados como importantes referências por cientistas sociais e políticos. Ainda é cedo para avaliar o efeito do contato com as idéias de Hannah Arendt nos trabalhos nessas áreas. Mas o fato de esse contato ter sido mediado pela leitura do principal livro da autora, <em>A condição humana</em>, que visa à definição do conceito de política, indica que ele deverá contribuir para a ruptura com os antigos padrões reducionistas, economicistas e historicistas, vigentes em teoria política.</p>
<p style="text-align:justify;">Em segundo lugar, a obra filosófica de Hannah Arendt passou a despertar um interesse crescente. A publicação da tradução da última obra da autora, <em>A vida do espírito</em>, em 1991, pela editora Relume Dumará, constituiu um marco nesse sentido. A atenção dos estudiosos de filosofia concentrou-se em dois aspectos dessa última obra. De um lado, buscou-se explorar o significado dos textos da autora sobre a teoria do juízo, de onde se passou à consideração da leitura de Hannah Arendt da obra de Kant, especialmente da <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=57099" target="_blank"><em>Crítica da faculdade do juízo</em></a>. De outro lado, a tematização por Hannah Arendt do estatuto do pensamento e, especialmente, do caráter problemático assumido pelo exercício do pensar na atualidade, isto é, no fim da tradição, ensejou, da parte dos estudiosos, a consideração do vínculo de Hannah Arendt com outros escritores &#8220;pós-metafísicos&#8221;, entre os quais, Heidegger. Isso foi favorecido pela importância cada vez maior de Heidegger no ambiente filosófico contemporâneo. A publicação da tradução da correspondência entre Heidegger e Hannah Arendt (Relume Dumará) insere-se nesse quadro.</p>
<p style="text-align:justify;">A situação favorável à recepção da obra de Hannah Arendt nos anos 1990, certamente, teve a ver com as mudanças no cenário político mundial a partir de 1989. Com efeito, com o desaparecimento da União Soviética e da política dos dois blocos, configurou-se um cenário político-cultural novo, no qual os conceitos de inspiração historicista, especialmente o marxismo, perderam a importância. Nesse novo cenário, era de se esperar que novos referenciais teóricos fossem valorizados, como foi o caso da obra de Hannah Arendt. O legado arendtiano conjuga o levantamento histórico minucioso da experiência totalitária, de que o modelo soviético é considerado uma expressão, com um forte apelo à inovação e à fundação da vida política no âmbito da ação. Tudo isso seria de se esperar em um momento de libertação.</p>
<p style="text-align:justify;">É claro, as experiências políticas da última década não realizaram, de modo algum, os princípios libertários contidos na obra de Hannah Arendt. Ao contrário, a tendência dominante tem sido o enfraquecimento do âmbito político com a sua subordinação a critérios econômicos e administrativos, de um lado, e o recurso à violência como instrumento para a solução de conflitos, de outro. Tudo isso faz com que a obra de Hannah Arendt se apresente hoje, sobretudo, como uma instância crítica no exame do mundo contemporâneo. Nesse sentido, ganham importância passagens como a seguinte, que conclui o exame da experiência totalitária, contida no último capítulo de <em>Origens do totalitarismo ― Ideologia e terror</em>: &#8220;Permanece o fato de que a crise do nosso tempo e a sua principal experiência deram origem a uma forma inteiramente nova de governo que, como potencialidade e como risco sempre presente, tende infelizmente a ficar conosco de agora em diante(&#8230;)&#8221;.</p>
<p>FONTE: Originalmente publicado na <a href="http://revistacult.uol.com.br/website/" target="_blank"><em>Revista Cult</em></a>, em outubro de 2008. Eduardo Jardim é professor da PUC-RJ.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1163&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/29/hannah-arendt-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>50 Jahre nach dem Eichmann-Prozess – ein Zeichen der Stärke gegen den Holocaust</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/27/50-jahre-nach-dem-eichmann-prozess-ein-zeichen-der-starke-gegen-den-holocaust/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/27/50-jahre-nach-dem-eichmann-prozess-ein-zeichen-der-starke-gegen-den-holocaust/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 21:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Temas arendtianos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1161</guid>
		<description><![CDATA[Vor 50 Jahren wurde Adolf Eichmann in Jerusalem im vielleicht spektakulärsten Verfahren der Nachkriegszeit der Prozess gemacht. Er endete am 15. Dezember 1961 mit der Verhängung der Todesstrafe. Am 31. Mai 1962 wurde der Cheflogistiker des Holocaust hingerichtet. Am 11. April 1961 begann in Jerusalem der Prozess gegen den ehemaligen SS-Obersturmbannführer Adolf Eichmann, einen der [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1161&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;"><strong>Vor 50 Jahren wurde Adolf Eichmann in Jerusalem im vielleicht spektakulärsten Verfahren der Nachkriegszeit der Prozess gemacht. Er endete am 15. Dezember 1961 mit der Verhängung der Todesstrafe. Am 31. Mai 1962 wurde der Cheflogistiker des Holocaust hingerichtet.</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">Am 11. April 1961 begann in Jerusalem der Prozess gegen den ehemaligen SS-Obersturmbannführer Adolf Eichmann, einen der Organisatoren des NS-Massenmordes an den europäischen Juden. Als Leiter des „Judenreferats IV B 4“ im Reichssicherheitshauptamt war Eichmann verantwortlich für die Logistik der „Endlösung“: Er stellte die Züge zusammen, in denen die Opfer der nationalsozialistischen Gewaltpolitik zu den Konzentrationslagern befördert wurden. Ein Schreibtischtäter, ein Bürokrat der Vernichtung, gewiss nicht der Motor der NS-Todesmaschinerie, gleichwohl, wie so viele andere auch, ein Unverzichtbarer: Ohne die massenhafte Mitarbeit von Menschen wie Eichmann hätte der Genozid nicht stattfinden können.</p>
<p style="text-align:justify;">
<h4 style="text-align:justify;">Zeichen setzen</h4>
<div style="text-align:justify;">
<p>Die israelische Regierung wollte diesen Prozess. Sie ließ Eichmann, der sich in Buenos Aires unter dem Pseudonym Riccardo Klement eine neue Existenz aufgebaut hatte, durch eine Spezialeinheit des israelischen Auslandsgeheimdienstes Mossad am 11. Mai 1960 entführen und elf Tage später mit einem Flugzeug der EL Al nach Israel bringen. Ein Exempel der Entschlossenheit und der Wehrhaftigkeit sollte statuiert werden: Nie wieder, so die Botschaft, würden sich Juden wie Lämmer zur Schlachtbank treiben lassen. Israel wollte sich weithin sichtbar als letzte Zuflucht für Juden aus aller Welt präsentieren – und als Staat, der bereit ist, für den Schutz seiner Bürger, falls nötig, auch das Völkerrecht zu brechen.</p>
<p>Dem damaligen Ministerpräsidenten Ben Gurion kam es nicht auf die Strafe, sondern darauf an, „dass der Prozess stattfindet, und zwar hier in Jerusalem“: um ein Zeichen der Stärke zu setzen, um die Weltöffentlichkeit an ihre Pflicht zu erinnern, den einzigen jüdischen Staat der Welt zu unterstützen, und auch um der eigenen Bevölkerung die Augen über den Holocaust zu öffnen. Tatsächlich war bis zu diesem Ereignis der Völkermord an den Juden in Israel weitgehend tabuisiert. Die Mehrheit der Israelis hatte, nicht zuletzt aufgrund einer gezielten zionistischen Erziehungspolitik, bis zum Beginn der Verhandlung keine Ahnung von dem, was in den NS-Vernichtungslagern passiert war. Schlimmer noch: Den überlebenden Opfern der Nazis schlug teilweise sogar Verachtung entgegen: „Warum habt ihr euch nicht gewehrt?“</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Ein anderes Land</h4>
<p>Das alles änderte sich mit dem Prozess, der eine Art Wendepunkt in der Geschichte des 1948 gegründeten Staates markiert. Zum ersten Mal traten vor Gericht Menschen auf, die von ihren Erfahrungen während der Zeit der Verfolgung und der Lagerhaft erzählten. Das Grauen bekam ein Gesicht und eine Sprache. Millionen von Israelis verfolgten an den Radios oder vor den Fernsehern die Verhandlungen und wurden auf diese Weise zu Zeugen der Zeugen.</p>
<p>Acht lange Monate waren Eichmann und der Holocaust das beherrschende Thema und als Eichmann schließlich in allen Anklagepunkten für schuldig befunden und zum Tode verurteilt wurde, hatte das Land sich verändert. Heute ist der Eichmann-Prozess jedem israelischen Abiturienten ein Begriff.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Angst und Aufklärung</h4>
<p>Die deutsche Regierung wollte den Prozess nicht. Zu groß war ihre Angst davor, dass Eichmann „Persönlichkeiten des öffentlichen Lebens“ belasten könnte, darunter wichtige Regierungsmitglieder wie Hans Globke, unter Konrad Adenauer (CDU) Staatssekretär im Innenministerium und Chef des Bundeskanzleramts, in der Zeit des Nationalsozialismus Kommentator der Nürnberger Rassegesetze. Geheimdienstakten, darunter auch deutsche, die erst 2010 freigegeben wurden, zeigen, dass die deutsche Regierung nicht nur kein Interesse an Eichmanns Ergreifung hatte, sondern diese Ergreifung aktiv behinderte und auch auf das Prozessgeschehen selbst Einfluss zu nehmen versuchte.</p>
<p>Der Prozess fand dennoch statt und löste ein gewaltiges Medienecho aus. Zahllose Journalisten aus aller Welt, darunter auch viele deutsche, berichteten über ihn; Millionen von Menschen wurden dadurch die Augen geöffnet über das Ausmaß des Holocaust – und über die Vielzahl deutscher Mittäter. Nicht nur in Israel, auch in anderen Ländern begann in der Folgezeit, gleichzeitig mit der Verfolgung der Täter, die systematische Erforschung des von den Nazis an den Juden verübten Genozids. In Westdeutschland wuchs das Interesse an Aufklärung ebenfalls, die Zahl der Anklagen stieg deutlich an.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Banalität des Bösen</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>Einen veritablen Skandal löste 1963 Hannah Arendts – zwei Jahre später ins Deutsche übersetzte – Buch <em>Eichmann in Jerusalem</em> aus. Als Journalistin hatte sie dem Prozess beigewohnt, ihre Eindrücke und Beobachtungen fasste sie in die berühmte These von der „Banalität des Bösen“: Banal sei nicht etwa das Verbrechen, sondern der Verbrecher. Ein Massenmörder wie Eichmann müsse keineswegs ein monströses Ungeheuer, sondern könne zugleich ein ganz normaler Mensch sein: pflichtbewusster Beamter, liebender Gatte, besorgter Vater. Wahrhaft monströs seien die Gedankenlosigkeit und die gnadenlose Perfektion, mit der Eichmann, der selbst während der Verhandlungen auf „nicht schuldig“ plädierte und alle Verantwortung auf seine Vorgesetzten abschob, als kalter Bürokrat seinen Beitrag zur „Endlösung der Judenfrage“ leistete.</p>
<p>Arendt wurde für diese Charakterisierung und für ihre Kritik an der israelischen Verhandlungsführung heftig angegriffen. Heute wissen wir, dass sowohl der Prozess als auch Eichmanns Verteidigungsstrategie genau kalkulierten Inszenierungsstrategien folgten. Weder war Eichmann jenes kleine Rädchen, das die Verteidiger aus ihm zu machen versuchten, noch war er jene Bestie, die die Anklage in ihm gesehen hat. Arendt hat recht: Eichmann war ein gewöhnlicher Mensch. Ungeheuerlich, beispiellos ungeheuerlich waren seine Taten.</p>
</div>
<div>Bernd Mayerhofer<br />
lehrt Politische Philosophie und Theorie an der Hochschule für Politik München.</p>
<p style="text-align:justify;">Copyright: Goethe-Institut e. V., Online-Redaktion<br />
Juli 2011</p>
<p style="text-align:justify;">Haben Sie noch Fragen zu diesem Artikel? Schreiben Sie uns!<br />
<a href="mailto:online-redaktion@goethe.de"><img src="http://www.goethe.de/mmo/pub/16158-STANDARD.gif" alt="" border="0" />online-redaktion@goethe.de</a></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1161&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/27/50-jahre-nach-dem-eichmann-prozess-ein-zeichen-der-starke-gegen-den-holocaust/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.goethe.de/mmo/pub/16158-STANDARD.gif" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Arendt und die Banalität des Bösen &#8211; Video (em alemao e frances)</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/arendt-und-die-banalitat-des-bosen-video-em-alemao-e-frances/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/arendt-und-die-banalitat-des-bosen-video-em-alemao-e-frances/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1153</guid>
		<description><![CDATA[Arendt und die Banalität des Bösen Video. Auf Deutsch und Französisch. En Allemand et Francais.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1153&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://videos.arte.tv/de/videos/hannah_arendt_und_die_banalitaet_des_boesen_-3833204.html">Arendt und die Banalität des Bösen</a></p>
<p style="text-align:center;">Video. Auf Deutsch und Französisch. En Allemand et Francais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1153&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/arendt-und-die-banalitat-des-bosen-video-em-alemao-e-frances/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Was bedeutet eigentlich Erinnerung? – Aleida Assmann im Gespräch</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/was-bedeutet-eigentlich-erinnerung-aleida-assmann-im-gesprach/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/was-bedeutet-eigentlich-erinnerung-aleida-assmann-im-gesprach/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:43:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Temas arendtianos]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade/Memória e Justiça]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1149</guid>
		<description><![CDATA[Im Deutschen unterscheidet man zwischen Erinnerung und Gedächtnis. Während Ersteres im Hinblick auf Kultur und Geschichte das Nachdenken und den Austausch persönlicher Erfahrungen meint, die man durchaus mit anderen teilen kann, versteht man unter Letzterem ein Programm zur Selbstbindung größerer „Wir“-Gruppen, etwa die diversen Rituale, mit denen Nationen ihre Vergangenheit lebendig halten. Eine Begriffsbestimmung von [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1149&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align:justify;">Im Deutschen unterscheidet man zwischen Erinnerung und Gedächtnis. Während Ersteres im Hinblick auf Kultur und Geschichte das Nachdenken und den Austausch persönlicher Erfahrungen meint, die man durchaus mit anderen teilen kann, versteht man unter Letzterem ein Programm zur Selbstbindung größerer „Wir“-Gruppen, etwa die diversen Rituale, mit denen Nationen ihre Vergangenheit lebendig halten. Eine Begriffsbestimmung von Aleida Assmann.</h4>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>Frau Professor Assmann, Sie haben sich einen Namen als Koryphäe für Erinnerungs- und Gedächtnisforschung gemacht. Wie sind Sie als Anglistin und Literaturwissenschaftlerin dazu gekommen?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Mein Interesse an der Bedeutung des kulturellen Gedächtnisses ging ursprünglich von Fragen nach der Kultur und ihren Medien aus. In den 1980er-Jahren wurden wir Zeugen der Digitalisierung und damit einer tiefgreifenden Medienrevolution der Schrift. Wie verändert sich das Gedächtnis einer Kultur, wenn sie sich auf ein neues Medium umstellt? Zum selben Zeitpunkt endete in Deutschland die Phase des „kollektiven Beschweigens“. In einer dichten Folge von Jahrestagen und öffentlichen Debatten kehrten die NS-Vergangenheit und der Holocaust ins öffentliche Bewusstsein zurück.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Soziales, kollektives und kulturelles Gedächtnis, Erinnerung und Vergessen, Verdrängen und Verschweigen, Selektieren und Zurechtbiegen – dies sind nur einige der Begriffe, mit denen Sie theoretisch jonglieren. Können Sie uns kurz aufklären, wie man als Individuum und Gesellschaft an all diesen Gedächtnisformen in der Praxis teilhat?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Die neue Gedächtnisforschung begann mit der Einsicht, dass nicht nur Individuen sich erinnern, sondern auch Gruppen, Gesellschaften und Nationen. Erinnern und Vergessen wurden als ein wichtiger Aspekt sowohl des sozialen Zusammenlebens als auch der Politik erkannt. Erinnerung an die gemeinsame Geschichte spielt, wie viele nationale Gedenkanlässe bezeugen, eine große Rolle auch für die politische Zugehörigkeit der Nachgeborenen. Während das individuelle Gedächtnis an die kurze Zeitspanne eines Menschenlebens gebunden ist und mit diesem vergeht, ist das generationenübergreifende kulturelle Langzeitgedächtnis durch Medien, Institutionen und Riten gestützt. Für Individuen wie Kollektive gilt eine ähnliche Logik des Erinnerns: Man hebt die Ereignisse hervor, die die eigene Person aufwerten und ignoriert alles, was ein positives Selbstbild in Frage stellen könnte.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Der Übergang ins 21. Jahrhundert markierte Ihrer Meinung nach einen epochalen Wandel in Bezug auf die Erinnerungskultur. Können Sie rückblickend auf das vergangene Jahrzehnt erläutern, wo sich Veränderungen bemerkbar gemacht haben?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Eine wichtige Verschiebung in der Logik der Erinnerung ergab sich dadurch, dass nicht nur heroische Taten großgeschrieben wurden, sondern auch dem individuellen Leiden Raum gegeben und Verbrechen erinnert wurden, die man lieber vertuscht hätte. Die rückwirkende Anerkennung von Verbrechen und Traumata ist ein wichtiger Faktor geworden, der die Erinnerungslandschaft weltweit grundlegend verändert.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Nun gelten die Deutschen mit ihrem exzessiven Hang zur Bewältigung der NS-Vergangenheit ja vielen als „Weltmeister des Erinnerns“. Könnte die Welt am deutschen Wesen genesen, wenn sie sich diesbezüglich ein Beispiel an uns nehmen würde?</em></p>
<p style="text-align:justify;">Erfahrungsgemäß lassen sich Staaten nicht von anderen vorschreiben, was und wie sie zu erinnern haben. Man kann in diesem Punkt weniger durch Vorschriften als vielmehr durch Beispiele und Vorbilder erreichen. Das deutsche Modell besteht darin, die selbsterhöhende Logik des Erinnerns auf den Kopf zu stellen und die eigene Schuld ins Zentrum des nationalen Gedächtnisses zu rücken. Das Bekenntnis zu nationaler Schuld bedeutet gerade nicht, wie viele befürchten, eine Befleckung des kollektiven Selbstbildes, sondern schafft die Möglichkeit einer Identitätswende, indem sich eine Nation ausdrücklich von den Verbrechen der eigenen Geschichte distanziert und zu zivilgesellschaftlichen Werten bekennt.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Was die DDR-Vergangenheit betrifft, herrscht dagegen eher „Ostalgie“ vor. Wie kommt es zu dieser merkwürdigen Diskrepanz?</em></p>
<div style="text-align:justify;">
<p>Wir haben es hier mit einer Diskrepanz zwischen sozialem und politischem Gedächtnis zu tun. Während die DDR heute offiziell als Unrechtsstaat verurteilt wird, lebt sie in der Erinnerung der Menschen als wichtige Phase ihrer eigenen Biografie und Identität fort. Die abrupte und pauschale Entwertung eines halben oder ganzen gelebten Lebens führt zum Erinnerungswiderstand, den wir „Ostalgie“ nennen.</p>
<p><em>Demnächst wird Sie eine Einladung des Goethe-Instituts nach Moskau führen, wo Sie in einer Podiumsdiskussion zum Thema Erinnerungsarbeit auf den russischen Philosophen Nikolai Kopossow treffen. Wie beurteilen Sie die Erinnerungskultur in Russland und was versprechen Sie sich von diesem Gedankenaustausch?</em></p>
<p>Es ist ein Grundgesetz der Erinnerungsforschung, dass die Rekonstruktion der Vergangenheit unmittelbar abhängig ist von den Interessen und Deutungsrahmen der Gegenwart. Politik, Macht und Erinnerung gehen dabei eine enge Verbindung ein, weshalb diese Prozesse immer von kritischer Reflexion begleitet werden müssen, um sicherzustellen, dass auch die Opfer ihre Geschichte erzählen können und die Werte der Menschenrechte beim Blick in die Vergangenheit und Zukunft respektiert werden.</p>
<p>Russland hat als Siegermacht von 1945 und als Verlierer von 1989 einen komplexen Identitätswandel zu verkraften, der sich unmittelbar in der Umdeutung des Geschichtsbildes und den Erinnerungskoordinaten niederschlägt. Da nationale Erinnerung heute immer weniger selbstbezüglich konstruiert wird, sondern Teil einer transnationalen Beziehungsgeschichte ist, ist die russische Erinnerungskultur für die Geschichte Europas von großer Bedeutung.</p>
<div><strong>Aleida Assmann</strong>, Jahrgang 1947, studierte Anglistik und Ägyptologie. 1993 wurde sie an den Lehrstuhl für Anglistik und Allgemeine Literaturwissenschaft der Universität Konstanz berufen, wo sie sich schwerpunktmäßig der kulturwissenschaftlichen Gedächtnisforschung widmet.Publikationen von Aleida Assmann zum Thema:<em>Erinnerungsräume: Formen und Wandlungen des kulturellen Gedächtnisses</em>, München: C. H. Beck, 4. Auflage 2009, ISBN: 978-3406585326.</p>
<p><em>Der lange Schatten der Vergangenheit: Erinnerungskultur und Geschichtspolitik</em>, München: C. H. Beck 2006, ISBN: 978-3406549625.</p>
</div>
<p><img src="http://vg08.met.vgwort.de/na/56bf2bd922044dacb526118b7b906cac" alt="" width="1" height="1" /></p>
</div>
<div>Roland Detsch<br />
stellte die Fragen. Er arbeitet als Freier Redakteur, Journalist und Autor in Landshut und München.</p>
<p style="text-align:justify;">Copyright: Goethe-Institut e. V., Online-Redaktion<br />
Januar 2011</p>
<div style="text-align:justify;"></div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1149/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1149/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1149&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/26/was-bedeutet-eigentlich-erinnerung-aleida-assmann-im-gesprach/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://vg08.met.vgwort.de/na/56bf2bd922044dacb526118b7b906cac" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Revista Cult: Marx, Adorno, Deleuze, Bourdieu, Hannah Arendt, Foucault, Habermas, etc.</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/14/revista-cult-marx-adorno-deleuze-bourdieu-hannah-arendt-foucault-habermas-etc/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/14/revista-cult-marx-adorno-deleuze-bourdieu-hannah-arendt-foucault-habermas-etc/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 08:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1146</guid>
		<description><![CDATA[Edição especial da Cult, que já está nas bancas, reúne os filósofos mais críticos ao status quo, de Sartre a Bauman Como em todo janeiro, a CULT apresenta um dossiê especial mesclando textos inéditos com o que de melhor ela publicou ao longo de seus quase 15 anos de existência. Nesta edição, oito pesos pesados [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1146&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><strong>Edição especial da Cult, que já está nas bancas, reúne os filósofos mais críticos ao status quo, de Sartre a Bauman</strong></div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div>
<div style="text-align:justify;">Como em todo janeiro, a CULT apresenta um dossiê especial mesclando textos inéditos com o que de melhor ela publicou ao longo de seus quase 15 anos de existência. Nesta edição, oito pesos pesados do pensamento alinham-se para compor o dossiê “Filosofia contra o Sistema”: Marx, Adorno, Deleuze, Bourdieu, Hannah Arendt, Zygmunt Bauman, Foucault e Habermas.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div id="_mcePaste" style="text-align:justify;">Sob diferentes enfoques teóricos –psicanálise, sociologia, economia, comunicação e, claro, filosofia – , eles centram fogo nas questões cruciais que vêm preocupando a humanidade de há muito: desigualdade social, massificação da arte e da cultura, Holocausto, esgarçamento das relações afetivas e também o declínio do espaço público.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Pouco tratados pelas grandes mídias ou, em alguns casos, vistos até com indiferença, esses temas são abordados por renomados professores e especialistas, como Newton Bignotto, da Universidade Federal de Minas Gerais, e Ricardo Musse, da Universidade de São Paulo.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">Densos e imprescindíveis, os artigos desta edição oferecem aos leitores da CULT vasto material para reflexão numa época do ano em o país parece se imobilizar –mas não o pensamento.</div>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1146/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1146&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/14/revista-cult-marx-adorno-deleuze-bourdieu-hannah-arendt-foucault-habermas-etc/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pensamento e ação em Hannah Arendt</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/12/pensamento-e-acao-em-hannah-arendt/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/12/pensamento-e-acao-em-hannah-arendt/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 02:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1136</guid>
		<description><![CDATA[Maria de Fátima Simões Francisco Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação &#8211; Faculdade de Educação &#8211; USP &#8211; 05508-900 -São Paulo &#8211; SP. Doutoranda no Depto. de Filosofia &#8211; FFLCH &#8211; USP RESUMO Este artigo trata do relacionamento entre pensamento e ação na obra final de Hannah Arendt, A vida do espírito, que se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1136&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Maria de Fátima Simões Francisco</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Departamento de Filosofia da Educação e Ciências da Educação &#8211; Faculdade de Educação &#8211; USP &#8211; 05508-900 -São Paulo &#8211; SP. Doutoranda no Depto. de Filosofia &#8211; FFLCH &#8211; USP</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>RESUMO</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Este artigo trata do relacionamento entre pensamento e ação na obra final de Hannah Arendt, A vida do espírito, que se encontra, segundo ela, na origem do conflito entre filosofia e política e teve influência sobre toda a tradição filosófica. Arendt pretende mostrar que essas duas atividades não são por si próprias incompatíveis entre si, como a tradição se esforçou por fazer crer, mas apenas assim se tornaram pelo uso &#8220;profissional&#8221; que o filósofo faz do pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Palavras-chave: Pensamento; ação; tradição filosófica.</p>
<div style="text-align:justify;">Para ler o artigo completo, clique <a href="http://www.scielo.br/pdf/trans/v19/v19a11.pdf" target="_blank">aqui</a>.</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1136/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1136&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/12/pensamento-e-acao-em-hannah-arendt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Hannah Arendt e a Crise</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/11/hannah-arendt-e-a-crise/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/11/hannah-arendt-e-a-crise/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 02:01:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1132</guid>
		<description><![CDATA[Esta é a passagem final do livro de Eduardo Jardim - Hannah Arendt – Pensadora da Crise e de um Novo Início, publicado recentemente pela Civilização Brasileira. Hannah Arendt passou o primeiro semestre de 1955 na Califórnia, onde deu cursos na Universidade de Berkeley. No final de um deles, recorreu a uma conhecida passagem de Nietzsche, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1132&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Esta é a passagem final do livro de Eduardo Jardim - <strong><a href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=25903" target="¨_blank">Hannah Arendt – Pensadora da Crise e de um Novo Início</a></strong>, publicado recentemente pela Civilização Brasileira.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Hannah Arendt passou o primeiro semestre de 1955 na Califórnia, onde deu cursos na Universidade de Berkeley. No final de um deles, recorreu a uma conhecida passagem de Nietzsche, do Zaratustra, em que o filósofo afirma, ao referir-se à sua época: “o deserto cresce”. Para Hannah Arendt, o diagnóstico continuava atual. À investigação sobre o totalitarismo, nos anos 1940, seguiu-se o exame do desfecho, na contemporaneidade, da história moderna, em um tempo chamado de sombrio pela filósofa. Este exame indicava que o sentimento de desamparo do mundo experimentado na atualidade não se devia apenas a que não estavam mais disponíveis critérios seguros para dar conta da realidade e nela intervir. Mais grave ainda era o fato de que o próprio mundo perdera estabilidade. A experiência totalitária mostrara que a capacidade de agir dos homens pode ser anulada por um movimento de mobilização total das massas, no qual cada pessoa perde sua individualidade. Neste caso, o mundo, entendido como “tudo que há entre nós”, desaparece. Por outro lado, as modernas sociedades industriais, com a expansão da esfera do labor e a transformação dos bens artificiais produzidos pelo trabalho humano em bens de consumo, são responsáveis pela corrosão do mundo, visto como o conjunto da obra humana.</p>
<p>Em seus livros e artigos, Hannah Arendt não se esquivou de “examinar e suportar o fardo que o nosso século colocou sobre nós”. Nessa medida, foi uma pensadora da crise. Ao mesmo tempo, ao descartar toda perspectiva determinista, entendeu que tudo poderia ter ocorrido de forma diferente. Por essa razão, sua convicção era de que não cabia se vergar ao fardo dos acontecimentos.</p>
<p>Hannah Arendt dedicou-se, com paixão e em várias direções, a explorar caminhos que apontassem para outros cenários, configurados a partir de marcos inaugurais definidos pelo renovado poder de iniciar. Nesta altura, a filosofia em que tinha se formado não foi de muita valia, pois sua força tinha se exaurido, exceto em um único caso – a obra de Agostinho, a que ela dedicara sua tese de doutorado. Na obra do maior pensador da cristandade, encontrou a passagem que serviu de inspiração para a elaboração de um novo conceito de ação, o qual sustentou a compreensão arendtiana da política: “o homem foi criado para que houvesse um começo”.</p>
<p>No esforço de situar e descrever a capacidade humana de iniciar, Hannah Arendt voltou-se também para os homens de ação. O livro Sobre a revolução destacou a importância, nas revoluções modernas, do aparecimento de formas inéditas de organização, os conselhos operários, os quais, diferentemente dos partidos, vivificam o agir político. O livro sugere que é preciso contar a história dessas experiências, para que sua riqueza não se perca no esquecimento.</p>
<p>Também a experiência do juízo, que se manifesta no debate público em que os homens expõem suas opiniões, pareceu-lhe uma possibilidade de resgate do mundo. Sua leitura da Crítica da faculdade do juízo, de Kant, infelizmente inacabada, se orientava para uma aproximação da política e da estética. Hannah Arendt pensava que existem experiências muito intensas nas quais o homem se sente vivo na dimensão privada, como o amor e a fé. No entanto, a existência de um mundo que possa ser reconhecido e partilhado pelos homens depende do exercício do confronto de diferentes perspectivas, por uma pluralidade de espectadores.</p>
<p>Homens em tempos sombrios é uma de suas mais belas obras. Ali retratou algumas destacadas figuras da época, na literatura e na política. No prefácio, de 1968, observou que, mesmo no tempo mais sombrio, tem-se o direito de esperar alguma iluminação, que pode não vir de conceitos ou teorias, mas da luz “incerta, bruxuleante e frequentemente fraca” que alguns homens e mulheres farão brilhar nas circunstâncias da sua época. Um feixe de luz idêntico ao que irradia das figuras de Lessing, Rosa Luxemburgo, o papa João XXIII, Karl Jaspers, Waldemar Gurian, Isak Dinesen, Hermann Broch, Walter Benjamin, Bertolt Brecht, Randall Jarrell, e, na edição brasileira, de Martin Heidegger, também se vê na figura de Hannah Arendt. Ele pode iluminar nossa época, mesmo que nossos olhos estejam tão habituados às sombras ou tão ofuscados pelo brilho excessivo dos apelos publicitários.</p>
<div><a href="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Hannah-Arendt.jpg"><img class="aligncenter" src="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Hannah-Arendt.jpg" alt="" width="273" height="320" border="0" /></a></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">*   *   *</p>
<p style="text-align:justify;"><em>A figura e a obra de Hannah Arendt (1906-1975) vêm ganhando, a cada dia, mais destaque no panorama da filosofia e do pensamento político. Hannah Arendt: pensadora da crise e de um novo início apresenta o itinerário da autora em três etapas.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Inicialmente, aborda a investigação feita nos anos 1940 sobre os regimes totalitários, especialmente sobre o nazismo, da qual resultou o livro Origens do totalitarismo (1951). Para Hannah Arendt, a crise política expressa no surgimento dos estados totalitários constitui o último passo de uma série de rupturas que marcou a história moderna.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>O segundo tema aqui discutido é a concepção de política da filósofa. Seguindo uma sugestão própria da autora, o livro faz menção, em primeiro lugar, à atitude de desconfiança de tudo o que é público e plural no mundo contemporâneo. Em seguida, discute a visão renovadora da política, baseada na teoria da ação, exposta em A condição humana.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Por fim, é considerado o propósito dos últimos textos de Hannah Arendt de relacionar as atividades espirituais do pensar e do julgar. Isto a conduziu a um tratamento muito singular e positivo do vínculo entre a experiência intelectual – a vida do espírito – e a ação política. Um livro sobre Hannah Arendt não poder deixar de levar em conta aspectos de sua vida e o ambiente que sua obra foi elaborada. Por isso, este trabalho inclui um resumo biográfico dessa grande pensadora e informações relativas à história política da época em que viveu. </em>(Fonte: http://www.historiarecord.com.br/2011/12/hannah-arendt-e-crise.html#.TwlfWJgTvUQ)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1132/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1132&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/11/hannah-arendt-e-a-crise/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://www.pablocapistrano.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Hannah-Arendt.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Artigo em portugues: Totalitarismo, poder e violência em Hannah Arendt</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/10/artigo-em-portugues-totalitarismo-poder-e-violencia-em-hannah-arendt/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/10/artigo-em-portugues-totalitarismo-poder-e-violencia-em-hannah-arendt/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 02:09:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1129</guid>
		<description><![CDATA[Totalitarismo, poder e violência em Hannah Arendt Bárbara Gonçalves de Araújo Braga &#160; Resumo Este artigo apresenta de que modo o totalitarismo, para Hannah Arendt, demonstrou a insuficiência das categorias políticas tradicionais para uma compreensão do poder como fenômeno eminentemente político, relacionado com a ação, o discurso, a liberdade, a esfera pública e a pluralidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1129&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="articleTitle">
<h3>Totalitarismo, poder e violência em Hannah Arendt</h3>
</div>
<div id="authorString"><em>Bárbara Gonçalves de Araújo Braga</em></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="articleAbstract">
<h4>Resumo</h4>
<div>Este artigo apresenta de que modo o totalitarismo, para Hannah Arendt, demonstrou a insuficiência das categorias políticas tradicionais para uma compreensão do poder como fenômeno eminentemente político, relacionado com a ação, o discurso, a liberdade, a esfera pública e a pluralidade humana. A pergunta pelo sentido político do poder está inserida em uma situação em que a fusão e a confusão entre poder e violência passaram a representar uma efetiva ameaça de destruição do sentido da política.</div>
</div>
<div></div>
<div>Texto em portugues. Para fazer o download do texto completo, clique <a href="http://www.inquietude.org/index.php/revista/article/view/105/107" target="_blank">aqui.</a></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1129&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/10/artigo-em-portugues-totalitarismo-poder-e-violencia-em-hannah-arendt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Artigo em portugues: Liberdade e politica em o &#8220;Ser e o Nada&#8221; de Sartre e &#8220;Entre o Passado e o Futuro&#8221;de Hannah Arendt</title>
		<link>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/09/artigo-em-portugues-liberdade-e-politica-em-o-ser-e-o-nada-de-sartre-e-entre-o-passado-e-o-futurode-hannah-arendt/</link>
		<comments>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/09/artigo-em-portugues-liberdade-e-politica-em-o-ser-e-o-nada-de-sartre-e-entre-o-passado-e-o-futurode-hannah-arendt/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 02:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Grupo Hannah Arendt - Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobre Hannah Arendt]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hannaharendt.wordpress.com/?p=1127</guid>
		<description><![CDATA[Liberdade e politica em o &#8220;Ser e o Nada&#8221; de Sartre e &#8220;Entre o Passado e o Futuro&#8221;de Hannah Arendt Roberto Carlos Favero (UNISINOS) &#160; Resumo &#160; Hannah Arendt não está sozinha quando problematiza a liberdade no campo filosófico em pleno século XX. Sartre, também, foi desafiado a se confrontar com os limites e a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1127&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Liberdade e politica em o &#8220;Ser e o Nada&#8221; de Sartre e &#8220;Entre o Passado e o Futuro&#8221;de Hannah Arendt</h3>
<div><em>Roberto Carlos Favero (UNISINOS)</em></div>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Resumo</h4>
<p>&nbsp;</p>
<div>Hannah Arendt não está sozinha quando problematiza a liberdade no campo filosófico em pleno século XX. Sartre, também, foi desafiado a se confrontar com os limites e a possibilidade da liberdade dentro da história. Sartre constrói sua própria fenomenologia em O Ser e o Nada de maneira a abrir campo para uma filosofia que é, em primeiro lugar, uma filosofia do fazer, do agir, ou seja, como uma obra que se pretende “fenomenológica” alcança uma idéia de liberdade tão concreta e inseparável de sua facticidade, de seu ser no mundo? Tanto Hannah Arendt como Sartre, se preocupam com a liberdade como questionamento central em seus escritos, bem como revelam a necessidade de resgatá-la e preservá-la, seja para evitar a dominação e a exclusão social, seja para evitar um totalitarismo. Para a intelectual judia, a liberdade, propriamente dita, só pode ser exercitada se inserida no espaço público, especialmente, no espaço político, fato esse cuja inexistência foi a razão da desconfiança da esfera pública.</div>
<div></div>
<div>Em portugues. Para fazer download do texto completo, clique <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/view/8915/7248" target="_blank">aqui</a></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hannaharendt.wordpress.com/1127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hannaharendt.wordpress.com/1127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hannaharendt.wordpress.com&amp;blog=3744159&amp;post=1127&amp;subd=hannaharendt&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://hannaharendt.wordpress.com/2012/01/09/artigo-em-portugues-liberdade-e-politica-em-o-ser-e-o-nada-de-sartre-e-entre-o-passado-e-o-futurode-hannah-arendt/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/067041504c7c4187071cdac5404eb5ac?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">arendtbrasil</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
